A obesidade infantil é uma doença crônica, complexa e hoje considerada uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela reduz a expectativa de vida e aumenta o risco de doenças graves na fase adulta, como diabetes, hipertensão arterial, colesterol alto, síndrome metabólica e até alguns tipos de câncer.
Por isso, identificar precocemente e adotar estratégias de prevenção é essencial para garantir a saúde das crianças.
Quais são as principais causas da obesidade infantil?
A origem da obesidade em crianças é multifatorial e envolve a combinação de diferentes fatores:
• Genéticos – herdados dos pais.
• Epigenéticos – quando fatores externos modificam a forma como os genes funcionam.
• Endócrinos – relacionados a alterações hormonais.
• Comportamentais – como sedentarismo, má alimentação e estilo de vida da família.
Pesquisas apontam que cerca de 80% dos casos têm origem epigenética e apenas 20% estão ligados diretamente a fatores genéticos.
O que são causas epigenéticas da obesidade infantil?
As causas epigenéticas da obesidade infantil são alterações na forma como os genes se expressam, provocadas pelo ambiente e estilo de vida. Entre elas estão:
• saúde e nutrição da mãe durante a gestação;
• tempo e qualidade do aleitamento materno;
• introdução alimentar;
• rotina alimentar ao longo da infância;
• prática de atividade física ou sedentarismo;
• qualidade do sono;
• exposição a toxinas como álcool e cigarro;
• deficiência de nutrientes.
Fatores mais comuns relacionados à obesidade em crianças
Apesar de existirem diversas causas, os mais comuns são:
• Sedentarismo
• Má alimentação
• Síndromes genéticas
Esses fatores juntos favorecem o excesso de peso e aumentam os riscos para a saúde da criança.
Como é feito o diagnóstico de obesidade infantil?
O diagnóstico começa pelo cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) infantil. Esse valor deve ser interpretado pelo pediatra de acordo com a idade e o sexo da criança.
Além do IMC, é importante avaliar:
• condições gestacionais e de nascimento;
• peso e estatura ao nascer;
• histórico de aleitamento materno;
• rotina alimentar e estilo de vida;
• padrão de sono e prática de atividade física.
Exames laboratoriais e de imagem podem complementar a avaliação para investigar as causas da obesidade.
Aleitamento materno como prevenção da obesidade
O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses é uma das formas mais eficazes de prevenir a obesidade infantil. Isso acontece porque:
• o bebê aprende a reconhecer os sinais de saciedade;
• a proteína presente no leite materno é pouco obesogênica (não induz obesidade).
Por isso, incentivar e apoiar a amamentação é um fator de proteção essencial.
Estratégias para prevenir e tratar a obesidade infantil
Após o diagnóstico, o pediatra define estratégias personalizadas de tratamento. Entre as principais orientações estão:
• acompanhamento desde a consulta pré-natal pediátrica;
• incentivo ao aleitamento materno;
• introdução alimentar saudável;
• suplementação vitamínica quando necessária;
• respeito aos sinais de saciedade da criança;
• atenção ao lanche escolar;
• estímulo à atividade física regular;
• rotina de sono de qualidade;
• controle do tempo de tela;
• acompanhamento com nutricionista.
👉 Vale lembrar: os pais são exemplos. O estilo de vida da família influencia diretamente os hábitos da criança.
Sinais de alerta que merecem atenção
O pediatra deve investigar com cuidado quando:
• há obesidade já no primeiro ano de vida;
• obesidade grave antes dos 5 anos;
• dificuldade intelectual (pode estar associada a síndromes genéticas);
• baixa estatura ou queda no crescimento;
• ingestão alimentar excessiva.
Conclusão
A obesidade infantil é uma doença séria e precisa ser encarada com responsabilidade. O acompanhamento próximo entre família, pediatra e nutricionista é fundamental. Em alguns casos, pode ser necessário incluir endocrinologista e geneticista.
👶💛 Pais, não deixem de manter as consultas regulares com o pediatra. Um olhar atento e atualizado faz toda a diferença na prevenção e no tratamento da obesidade infantil.